Em retiro, monge africano tenta mostrar que vida não é só comer, dormir e morrer


O monge Acarya Jinanananda Avadhuta, de 55 anos, professor de Tantra e Yoga, passou 11 anos andando pela Índia, Indonésia, Tailândia e Filipinas, disposto a falar de crescimento, espiritualidade e saúde emocional, em retiro de 10 a 12 de novembro. O momento será de transformação e reciclagem da alma, com yoga e meditação, diz ele.

Acarya nasceu no Congo, na África, mas está no Brasil desde 1999, trabalhando pelo autoconhecimento. O maior objetivo é criar harmonia entre individuo e a sociedade, explica. "É um processo que começa dentro de cada um. Outra questão é entender a mente humana, a natureza e o conjunto de ferramentas que leva o ser humano a trabalhar o conhecimento emocional", diz.

Depois de fazer Engenharia enquanto vivia na África, Acarya mudou de caminho quando viu que estava infeliz. "Percebi que meu trabalho era construir prédios robustos e gigantes, onde uma pequena parcela da população estaria. Enquanto isso, o resto do mundo estava sofrendo com a miséria, a dor, o descaso e a falta de amor. Por isso decidi mudar de vida", justifica.

Rodando o Brasil, o monge fala sobre hábitos que ajudam a sintonizar o corpo e a mente, além de ensinar exercícios que contribuem para o controle do estresse, o combate a depressão e a melhora da ansiedade.

"Precisamos mostrar que o ser humano é algo muito especial, mostrar que não é só comer, dormir e morrer. O intuito é ajudar na criação de um planeta mais bonito e agradável. Mas por outro lado, para que isso aconteça, o mundo precisa de pessoas que sejam bonitas por dentro. E por isso trago os elementos do Tantra que contribuem para essa transformação".

Acarya cita exemplos para descrever a necessidade de um mundo melhor e chega, inclusive, à política. "Corrupção, traições, injustiças e preconceito. São exemplo atuais de que as pessoas não estão preparadas e saudáveis emocionalmente. Enquanto uma bancada religiosa controla o congresso nacional, um menino pobre é preso com um baseadinho, mas com os homens pegos roubando milhões nada acontece. Isso tudo vai contra a coerência intelectual do ser humano", descreve.

Com tamanha informação pelo mundo, as vezes vai ficando difícil procurar um novo caminho, afirma o monge. "As pessoas acabam tendo informação demais e se desligando da cura espiritual. Mas a comunicação acaba tendo um papel importante de levar a mensagem de necessidade disso no mundo. E isso acaba transformando pessoas em vários lugares".

Quem tiver interessente, de 10 a 12 de novembro será realizado o 7º Retiro de Yoga e Meditação, no sítio Cana Verde, próximo ao aeroporto Santa Maria em Campo Grande.

(Campo Grande News)


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